April 8, 2016 Bellysketcher

A Maternidade no Bahrein somos “nós”

A Maternidade no Bahrein – Amor do nosso Mundo

Amor maternal – não importa a cultura

A Maternidade no Bahrein é como em qualquer outro lugar no mundo. Já explico o que quero dizer com isto, mas acho que deduzem onde quero chegar, continuem a ler.

family watercolor

Devo admitir que fiquei um pouco supreendida com as fotografias da Aysha, do Walled e da Mariam quando as recebi por email para me inspirar para o retrato da maternidade .  Foi a primeira vez que desenhei um homem de turbante e uma mulher de véu.

Na Europa, como aliás suponho, na maior parte dos países Europeus, tendemos a ter uma ideia das sociedades islâmicas muito diferentes de “nós” (quem quer que sejamos “nós”) e a maior parte das coisas que sabemos de países árabes chegam-nos pela comunicação social, e convenhamos, nem sempre é muito “simpática”.

Todos sabemos a enorme influência que a cultura árabe teve sobre Portugal. Para além de legado na língua, na arquitectura e em muitos dos nossos costumes e tradições, diria que as relações familiares portuguesas, nomeadamente a maternidade, beberam muito da cultura islâmica. As mães/pais portugueses têm relações familiares muito mais próximas que os nossos vizinhos norte europeus. Pelo que sei, muito semelhantes às sociedades árabes. Nunca ouvi falar em Suecos a viver em casa dos pais aos 3o. Talvez “nós” sejamos mais “eles” do que imaginamos.

Sabemos isto, mas esquecemo-nos constantemente. As notícias que nos chegam ( e as de ultimamente ajudam muito nesta nossa percepção) mostram-nos mundos opostos ao nosso, onde tudo está de pernas para o ar.

Tive o privilégio de conhecer a Aysha e sabem que mais, a Aysha era tal e qual como eu, uma mãe apaixonada pela sua filha, uma mulher apaixonada pelo seu marido que estava a aproveitar uns dias de férias para vir passear a Lisboa com as amigas. Gostei muito de a conhecer e conversar com ela.

A Aysha disse-me uma coisa que me marcou profundamente, algo como “as tuas mãos foram abençoadas por Deus”, antes da tradução disse-o em árabe, uma expressão linda de se ouvir. Eu não acredito em Deus, nenhum Deus. Acredito nas pessoas e na comunicação entre elas. A Arte ( já o disse aqui) é o expoente máximo da humanidade no sentido em que nos permite comunicar de forma universal, em linguagem de sentimentos. O meu Deus é essa comunicação, é a minha divindade de adoração.

Aquele Deus que a Aysha referiu era precisamente esse meu Deus. O Deus que temos em nós quando procuramos o Belo. A Aysha não sabe, mas foi provavelmente o melhor elogio que recebi.

É caso para dizer as famosas palavras do Sting ( esse grande filosofo 😀 ) “I hope the Russians love their children too”

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Bellysketcher Bellysketcher creates your exclusive hand made family portrait with watercolor painting. It´s made with all her dedication, attention to detail and most important, with her sense of your own family. Bellysketcher maternity pictures are much more than maternity photos. Every single watercolor is an interpretation of one’s parenting Love representing what can´t be seen with a camera. Beautiful paintings that will last a life time of memories. Perfect for you or as a gift to someone special.
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